
Concurso da ACJC reconheceu jovens produtores por produtividade, gestão e aplicação de tecnologia nas lavouras de soja e milho.
Concurso valoriza protagonismo dos jovens no campo
A Associação dos Comitês de Jovens da Copagril (ACJC) premiou, na última sexta-feira, os destaques do Concurso de Produtividade de Soja da safra 2025/2026 e de Milho 2026.
A iniciativa reuniu jovens cooperados em uma competição que foi além dos números registrados na colheita. Durante a safra, os participantes receberam acompanhamento técnico e foram incentivados a aplicar conhecimento, tecnologia e práticas de gestão nas propriedades rurais.
Soja supera 250 sacas por alqueire
Na disputa da soja, o CJC Flor da Serra, de Iguiporã, conquistou o primeiro lugar ao alcançar 251,2 sacas por alqueire.
O projeto utilizou a cultivar AS-3626 I2X, da Agroeste, e defensivos da Corteva.
O segundo lugar ficou com o CJC Força Jovem, da Linha Ajuricaba, com 248 sacas por alqueire. O CJC Progresso Sem Fronteiras, de Pato Bragado, terminou em terceiro, com 216 sacas por alqueire.
Milho chega a 307 sacas por alqueire
O resultado mais expressivo do concurso veio na cultura do milho.
O CJC Progresso Sem Fronteiras, de Pato Bragado, alcançou 307 sacas por alqueire, garantindo a primeira colocação. O projeto utilizou a cultivar 501 VIP 3, da Agroeste, e defensivo da Syngenta.
Na segunda posição ficou o CJC Força Jovem, com 283 sacas por alqueire, enquanto o CJC Flor da Serra terminou em terceiro, com 270 sacas por alqueire.
Classificação não levou em conta apenas produtividade
A organização adotou uma avaliação mais ampla para definir a classificação geral. Além da produtividade das duas culturas, os participantes foram avaliados pela capacidade de planejamento, gestão e execução dos projetos.
Entre os critérios estavam a apresentação do projeto técnico, análise de solo, registros das aplicações de defensivos com uso de equipamentos de proteção individual, acompanhamento do plantio, participação em Dia de Campo, registros da colheita, planilha de custos, documentação e realização de atividades extras.

Força Jovem conquista o primeiro lugar geral
Na classificação geral, o CJC Força Jovem, da Linha Ajuricaba, ficou com a primeira colocação.
O CJC Progresso Sem Fronteiras, de Pato Bragado, terminou em segundo, enquanto o CJC Esperança Jovem, de Campo Sales/Margarida, ficou em terceiro lugar.
O resultado mostra que o concurso não pretende premiar apenas quem colhe mais, mas estimular uma visão mais profissional da atividade agrícola, combinando produtividade, planejamento e controle dos custos.
Formação técnica ganha espaço no agronegócio
Além da competição, o evento também teve espaço para capacitação. O trader de fertilizantes da Copagril, Elvis Trevisan, apresentou uma palestra sobre o mercado de fertilizantes no cenário de guerra.
O tema tem impacto direto sobre o agronegócio, especialmente porque os fertilizantes representam um dos componentes relevantes do custo de produção e estão sujeitos às oscilações do mercado internacional.
Concurso aposta na sucessão rural
Para a ACJC e a Copagril, o objetivo central é aproximar os jovens da atividade agrícola e do cooperativismo.
A estratégia ganha importância diante do desafio da sucessão rural: preparar as novas gerações para assumir propriedades, tomar decisões técnicas e econômicas e manter a atividade competitiva.
A premiação, portanto, funciona como reconhecimento, mas também como instrumento de formação. Ao colocar os jovens diante de metas produtivas, acompanhamento técnico e controle de custos, a iniciativa transforma a lavoura em espaço de aprendizado prático.
Tecnologia e conhecimento pesam no resultado
Os números alcançados pelos participantes reforçam o papel do manejo técnico e da tecnologia na busca por maior produtividade.
Mais do que celebrar safras excepcionais, o concurso cria um ambiente para comparar práticas, estimular o aprendizado e aproximar os jovens dos profissionais que acompanham as lavouras.
Para a Copagril, fortalecer esse processo significa também preparar novos produtores e lideranças para a continuidade das propriedades rurais e do próprio sistema cooperativista.
