
Moro aparece na frente no primeiro turno
O senador Sergio Moro (PL) lidera a corrida pelo Governo do Paraná com 37% das intenções de voto, segundo pesquisa Quaest divulgada em 24 de agosto.
Requião Filho (PDT) aparece em segundo, com 21%, enquanto Sandro Alex (PSD) registra 15%. Luiz França (Missão) e Tayná Miessa (UP) têm 1% cada. Outros três candidatos não pontuaram.
O levantamento foi realizado entre 20 e 23 de agosto com 804 eleitores de 16 anos ou mais. A margem de erro é de três pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi contratada pela RPC e registrada no TSE sob o número PR-05388/2026.
Há 18% de indecisos
Apesar da vantagem de Moro, o cenário ainda está longe de representar uma eleição definida.
18% dos entrevistados ainda estão indecisos, enquanto 7% afirmam que votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam às urnas.
Na pesquisa espontânea, na qual os nomes dos candidatos não são apresentados, a incerteza é ainda maior: Moro tem 13%, Requião Filho 7% e Sandro Alex 4%, enquanto 73% não souberam indicar um candidato.
44% admitem mudar de voto
Outro dado relevante é a volatilidade do eleitorado.
Embora 56% afirmem considerar definitiva a escolha atual, 44% dizem que ainda podem mudar de candidato até a eleição, marcada para 4 de outubro.
Isso significa que a fotografia captada pela pesquisa não deve ser confundida com uma previsão do resultado. A campanha eleitoral, os debates, a propaganda e eventuais alianças ainda podem alterar significativamente o quadro.
Moro também lidera nos cenários de segundo turno
A vantagem do senador aparece também nas simulações de segundo turno.
Em uma disputa contra Requião Filho, Moro aparece com 51% contra 27%. Contra Sandro Alex, o placar é de 48% a 19%.
Já em um eventual segundo turno sem Moro, Requião Filho teria 37% contra 24% de Sandro Alex.
Os números indicam, neste momento, uma posição confortável de Moro nos confrontos testados pela Quaest.
Requião Filho tem maior rejeição entre os principais nomes
A pesquisa mostra, porém, que liderança nas intenções de voto não significa ausência de resistência.
Moro apresenta potencial de voto de 54%, mas 33% afirmam conhecê-lo e dizem que não votariam nele de jeito nenhum.
Requião Filho tem potencial de voto de 38% e registra 44% de rejeição, o maior índice entre os principais candidatos.
Sandro Alex tem potencial de voto de 22%, mas enfrenta um problema diferente: 62% dos entrevistados afirmam não conhecê-lo. Apenas 16% dizem conhecê-lo e rejeitá-lo.
Saúde é o principal problema apontado pelos eleitores
Quando questionados sobre os principais problemas do Paraná, a saúde aparece em primeiro lugar, com 28% das citações.
Violência vem na sequência, com 15%. Educação, infraestrutura e economia registram 8% cada. Corrupção e pobreza ou desigualdade aparecem com 4% cada, enquanto desemprego soma 3%.
O resultado ajuda a indicar quais temas podem ganhar espaço na campanha eleitoral.
Maioria quer continuidade com mudanças pontuais
A pesquisa também revela uma combinação entre aprovação do governo atual e desejo de ajustes.
Para 30% dos entrevistados, o próximo governador deveria continuar o trabalho realizado pelo governo atual. Outros 49% defendem mudanças apenas nos pontos considerados insatisfatórios.
Apenas 18% afirmam que seria necessária uma mudança completa no governo estadual.
Ratinho Junior mantém aprovação elevada
O governador Ratinho Junior (PSD) aparece com 79% de aprovação, enquanto 14% desaprovam sua administração.
Na avaliação geral, 68% consideram o governo positivo, 23% classificam como regular e 6% avaliam negativamente.
Além disso, 65% dizem que Ratinho Junior merece eleger um sucessor, contra 25% que discordam.
Apoio político também entra na disputa
A Quaest mediu ainda o peso de padrinhos políticos na escolha do eleitor.
38% preferem um governador aliado de Flávio Bolsonaro, enquanto 35% escolheriam um aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outros 24% preferem um governador independente.
O apoio de Lula aumenta a possibilidade de voto para 16%, não altera a decisão para 41% e reduz a disposição de voto para 40%.
No caso de Flávio Bolsonaro, 26% dizem que seu apoio aumenta a chance de votar no candidato, 48% afirmam que não muda nada e 23% dizem que diminui a possibilidade de voto.
A eleição ainda está aberta
A liderança de Moro é clara na pesquisa, mas há elementos suficientes para evitar conclusões precipitadas.
O alto percentual de indecisos na pesquisa espontânea, os 44% que admitem mudar de voto e o elevado desconhecimento sobre Sandro Alex mostram que o eleitorado ainda está em processo de formação de escolha.
A campanha começa agora a disputar não apenas votos, mas também rejeição, conhecimento dos candidatos e definição sobre continuidade ou mudança no governo do Paraná.
