
Sergio Moro lidera a disputa pelo Governo do Paraná com 45%, seguido por Requião Filho, com 24%, e Sandro Alex, com 17,5%.
Sergio Moro lidera corrida pelo Governo do Paraná
O senador Sergio Moro (PL) aparece na liderança da disputa pelo Governo do Paraná nas eleições de 2026, segundo a mais recente pesquisa do instituto Paraná Pesquisas.
No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Moro registra 45% das intenções de voto. Requião Filho (PDT) aparece em segundo lugar, com 24%, enquanto Sandro Alex (PSD) soma 17,5%.
O resultado mantém Moro à frente dos principais adversários e coloca os três nomes como protagonistas da atual corrida eleitoral no estado.
Cenário estimulado mostra vantagem de 21 pontos
A distância entre Sergio Moro e Requião Filho chega a 21 pontos percentuais. Sandro Alex está 6,5 pontos atrás do candidato do PDT.
Os demais candidatos aparecem com percentuais inferiores a 1%:
- Sergio Moro (PL): 45%
- Requião Filho (PDT): 24%
- Sandro Alex (PSD): 17,5%
- Adriano Funileiro (PCO): 0,9%
- Tayná Miessa (UP): 0,9%
- Alexandre Salomão (Mobiliza): 0,5%
- Luiz França (Missão): 0,5%
- Samuel de Mattos (PSTU): 0,4%
- Branco, nulo ou nenhum: 5,4%
- Não sabe ou não opinou: 4,9%
Pesquisa espontânea revela eleitor ainda indeciso
Quando os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, o cenário muda significativamente. Sergio Moro continua na frente, mas com 24,2%.
Requião Filho aparece com 10,2%, seguido por Sandro Alex, com 6,3%. O governador Ratinho Junior (PSD) é citado por 1,7%.
O dado que mais chama atenção, porém, é o número de eleitores que ainda não indicaram um nome: 51,2% não souberam ou não quiseram responder.
Isso indica que, apesar da liderança de Moro, uma parcela expressiva do eleitorado ainda não consolidou sua escolha.
Percepção sobre quem deve vencer
A pesquisa também perguntou aos eleitores quem, independentemente do próprio voto, acreditam que vencerá a eleição para governador.
Nesse quesito, Sergio Moro aparece novamente na frente, com 49,4%. Requião Filho registra 15,9%, enquanto Sandro Alex chega a 14,9%.
O resultado mostra que a liderança de Moro não está restrita à intenção declarada de voto: quase metade dos entrevistados também o aponta como o nome com maior possibilidade de vitória.
Requião Filho lidera índice de rejeição
A vantagem de Moro nas intenções de voto não se repete quando o instituto mede a rejeição.
Requião Filho apresenta o maior índice entre os principais candidatos, com 36,6% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum.
Sergio Moro aparece com 24,8% de rejeição, enquanto Sandro Alex registra 10,9%.
O dado é relevante porque a rejeição pode limitar o potencial de crescimento de uma candidatura ao longo da campanha, especialmente em uma disputa que ainda possui grande número de eleitores indecisos.
Oscilações em relação à pesquisa anterior
Na comparação com o levantamento de agosto, Sergio Moro passou de 46,1% para 45%, uma oscilação negativa de 1,1 ponto percentual.
Requião Filho foi de 23,4% para 24%, enquanto Sandro Alex passou de 16,5% para 17,5%.
Como a margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, essas variações não permitem afirmar, isoladamente, que houve crescimento ou queda estatisticamente significativa dos candidatos.
Levantamento ouviu 1.280 eleitores
O Paraná Pesquisas entrevistou 1.280 eleitores em 56 municípios do Paraná, entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro de 2026.
A pesquisa tem margem de erro de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-03399/2026.
O que os números mostram
Os dados apresentam uma fotografia do momento eleitoral: Sergio Moro mantém uma vantagem expressiva no cenário estimulado, enquanto Requião Filho ocupa a segunda posição e Sandro Alex aparece em terceiro.
Mas a pesquisa espontânea funciona como um alerta para qualquer leitura triunfalista. Com mais da metade dos entrevistados ainda sem apontar um candidato, o eleitorado paranaense demonstra que a disputa está longe de estar definida.
Além disso, a margem de erro impede interpretações exageradas sobre pequenas oscilações entre os levantamentos. A fotografia atual favorece Moro, mas a eleição ainda depende da consolidação dos votos, da campanha e da capacidade dos adversários de reduzir essa diferença.
